The Path-PC
Há jogos que dispensam explicações detalhadas. Basta iniciá-lo, e o curto período de adaptação mostra-se simples. Aperte uns botões para conseguir fazer algo, faça esse algo para atingir um objetivo. Simples, eficaz, o objetivo está claro, alcançá-lo é questão de prática. É assim desde Pong. Mas existe outra corrente de jogos que prezam pela complexidade. Não técnica, mas algo subjetivo, sutil. Você se vê no game, mas não tem certeza ainda sobre o que tem que fazer. The Path, jogo independente da Tale of Tales, é um desses.
Nome: The PathDesenvolvedora: Tale of Tales
Publisher: Tale of Tales
Data de lançamento: 18 de março de 2009
Gênero: Exploração, terror
Modos de jogo: Singleplayer
Classificação: Mature (+18)
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Requisitos
- Windows XP/Vista;
- Processador de 2 GHz;
- 1 GB de memória;
- Placa de vídeo recente (256 MB, offboard);
- 500 MB de espaço em disco;
- Qualquer placa de som;
- Joystick recomendado.
Prós
- Ambientação envolvente, com trilha sonora variada e gráficos inovadores;
- Nível de imersão altíssimo;
- Desafio diferente e instigante;
- Releitura macabra de um clássico da literatura infantil.
Contras
- Desafio diferente (dependendo de quem jogue, isso pode ser um tremendo contra);
- Acesso escasso ao mapa pode fazê-lo andar em círculos;
- Jogo curto.
Visão geral
The Path é diferente de tudo que você já viu. O jogo é uma releitura sinistra do clássico literário Chapeuzinho Vermelho, com seis garotas, vários lobos maus, e um clima dark amedrontador. O jogo é de pura e simples exploração, o que significa que, em 99% do tempo, a única coisa a ser feita é andar.Independente de qual menina se escolha, o jogo sempre começa da mesma maneira: você, no caminho para a casa da vovó, e o aviso para não sair do trajeto. É possível seguir em linha reta, entrar na casa da avó e encontrar a boa velhinha lá. Mas não é o ideal. Aqui começa as esquisitices do game: transgredir a recomendação que aparece explícita na tela é o primeiro passo para “ganhar”. Trata-se de um caminho sem volta: ao entrar na floresta, o retorno ao caminho não é mais possível. A única saída é encontrar o lobo mau.
Dentro da floresta, além de uma imensidão de árvores, alguns objetos aparecem vez ou outra. Carro, televisor, varal de roupas, palco do teatro… Coisas do tipo. Através deles, as meninas conseguem itens para encher a cesta. Alguns objetos interagem com meninas específicas, logo, caso esteja com a menina errada, é preciso voltar depois com a correta, e assim conseguir o item. Além dos itens da cesta, a floresta está recheada de pequenas bolinhas brilhantes. São 144, e embora os desenvolvedores digam não ser necessário coletar todas, trata-se de um bom desafio. Por fim, temos os lobos maus, que, quando encontrados, finalizam o jogo com aquela menina, e a menina de branco, uma personagem não jogável que fica andando pela floresta, e eventualmente interage com a sua menina.
As seis meninas jogáveis de The Path têm idades e perfis diferentes:
- Robin: 9 anos, aparentemente intrigada com os mistérios da floresta;
- Rose: 11 anos, bondosa e madura para sua idade, tem muito carinho pela natureza;
- Ginger: 13 anos, moleca, se diverte chutando as coisas e subindo em árvores;
- Ruby: 15 anos, é a dissonante do grupo, dona de um estilo gótico. Anda mancando, mas corre mais rápido que as demais;
- Carmen: 17 anos, chama a atenção dos homens, e faz o que for possível para conseguir isso;
- Scarlet: 19 anos, a responsável do grupo.
Gráficos
Os gráficos de The Path são belíssimos, mas ao mesmo tempo, dispensam uma máquina robusta para rodá-los. Isso é possível graças à arte imposta pelo jogo. Não são gráficos ultra realistas, mas artísticos. Jogar The Path é quase como ir a uma mostra de arte. Alguns artifícios, como o desfoque em algumas cenas, o uso de cores fúnebres em contraste com cores quentes em poucas passagens do game, e os rabiscos e ruídos na tela, garantem ao jogador uma experiência visual única.Não há HUD, ausência essa que ajuda a criar o fortíssimo clima de imersão do jogo. Os rabiscos na tela, porém, ajudam a se guiar dentro do jogo. Os rabiscos brancos levam ao lobo mau, e os pretos e ícones pequenos, aos itens especiais da cesta. A cada 100 metros percorridos, um sutil mapa aparece. Aliás, chamar aquilo de mapa é exagero; trata-se apenas de um desenho do caminho percorrido até então, que ajuda a buscar mais itens em áreas ainda inexploradas. O problema é que o mapa é muito sutil, e às vezes sequer dá tempo de vê-lo.
Áudio
A música de The Path é uma só, e constante. Uma canção meio experimental, com vocal estranho e monossilábico, casa com os gráficos igualmente estranhos. E embora seja apenas uma canção (ou várias, todas parecidíssimas entre si), não enjoa, nem gruda na cabeça feito chiclete.Além dessa música, temos apenas mais uns três ou quatro sons. O som ambiente da tela inicial, o da chuva, quando se chega à casa da vovó com o lobo mau, e alguns barulhos de dentro da casa dela. Simplicidade que, a exemplo dos gráficos, camufla-se na atmosfera única do jogo, de modo que, ao invés de ponto fraco, passa a ser um forte.
Jogabilidade
Os controles de The Path seguem a linha minimalista do restante do jogo. São poucos botões, e dois deles destinados à movimentação. Usando apenas um, a menina anda. Usando os dois, ela corre. Enquanto corre, a câmera afasta-se da personagem, e o ambiente fica escuro e pouco convidativo. Nesse ritmo, as orbs brilhantes desaparecerem. Tudo isso faz com que, eventualmente, seja necessário parar, e dar uma olhada à volta, a fim de não perder nada.Fora os dois botões de movimento, que no joystick, são os dois direcionais analógicos, ainda existem o botão de ação, para interagir com objetos, e o da cesta, que mostra os itens já recolhidos, tantos os da menina em uso no momento, quanto os das outras.
Essa simplicidade na jogabilidade evidencia a simplicidade da proposta do jogo. Ele resume-se em exploração. Ande, encontre itens, ande mais, colete as orbs, ande, ande, ande… Basicamente isso.
Fun factor e fator replay
Fato: muita gente detesta The Path. Sua proposta diferente é tida por muitos como uma piada. Há até mesmo quem questione a classificação de “jogo” para The Path. Ratificando, é realmente diferente de tudo já visto. Não há ação, apenas exploração. Andar quilômetros numa floresta sempre igual, e já saber de antemão parte do final (o lobo mau vai te pegar), numa análise mais fria, corta o barato de quem se dispõe a jogar.Mas The Path deve ser encarado como algo diferente para mostrar seu potencial. A atmosfera do jogo cativa, e a exploração, se encarada pra valer, torna o game interessante. Tentar entender o que acontece com cada menina após o encontro com os lobos também instiga – e leva até a sugestões pouco ortodoxas, como abusos sexuais. A exemplo de todo o resto, os finais são sutis, as mensagens, implícitas, e mesmo sendo difícil entender, tentar é divertido.
É praticamente impossível determinar, a quem quer que seja, se The Path lhe será agradável ou não. O melhor, mesmo, é testar a demo antes de adquirir o jogo completo.
Multimídia
Dessa vez a resolução do jogo me traiu. Gravei o vídeo com a resolução 1280×720 (HD), mas só depois que enviei para o YouTube notei que, na realidade, o vídeo foi gravado em 1264×688. Resultado: nada de HD. Mas clicando no botão HQ, a qualidade fica bem legal.Download Game:
opção 1-megaupload
Part 1
Part 2
Part 3
opção 2-RapidShare
Part 1
Part 2
Part 3

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